COP 16, uma nova tentativa

Posted by: Felipe Lima on March 18, 2010

"um acordo impossível, como aconteceu em Copenhague" ?

A Conferência Climática que aconteceu no ano passado na Dinamarca foi considerada um fracasso por vários especialistas em mudanças climáticas, ambientalistas e por políticos do mundo todo. O motivo disso é simples: nada foi definido. Além disso, as poucas “determinações” que foram estabelecidas não são fiscalizadas e nenhum acordo concreto foi realizado. Alguns acreditam que a COP16, que será realizada no final desse ano na Cidade do México, também não alcançará objetivos satisfatórios. Segundo a Ministra do Meio Ambiente da Itália,  Stefania Prestigiacomo:

“Por um lado, se busca um acordo vinculante entre todos os países do mundo sobre a redução das emissões e, por outro, se propõe a renovação do Protocolo de Kyoto, do qual os Estados Unidos ficaram de fora.”

É necessário definir um novo ou novos critérios, pois o método que vem sendo utilizado até agora se demonstrou inviável para que haja um acordo concreto entre os países. Em outras palavras, não adianta definir metas que ninguém pode seguir e/ou que países que possuem grande responsabilidade pela emissão de gases, como EUA, Índia e China, se recusem a seguir.

“Grandes países, como a China e a Índia, precisam ser estimulados e, portanto, é necessário rever a metodologia usada para determinar quais os objetivos a serem alcançados” (Stefania Prestigiacomo)

Isso evitaria, nas palavras da Ministra, “um acordo impossível, como aconteceu em Copenhague.”

Proposta do México

Na Conferência na Dinamarca, autoridades mexicanas afirmaram que o país pretende apresentar um plano de redução de emissão dos seus gases poluentes. Isso pode ser um estímulo para que outros países sigam o exemplo e também apresentem suas ofertas.

“Se o México pode apresentar nas negociações um plano de cortes até 2020, com uma descrição do que será reduzido, vai estabelecer um precedente positivo para outras grandes economias emergentes.” (Adrián Fernández – presidente do Instituto Nacional de Ecologia)

A proposta Mexicana inclui o incentivo a projetos de aperfeiçoamento da eficiência das usinas de energia ou redução de desmatamento, visando reduzir a emissão de gases poluentes na atmofesta terrestre, que hoje corresponde a 1,5% do total mundial. O México é a favor da idéia de que os países ricos, liderados pelos Estados Unidos, devem ajudar financeiramente os países mais pobres. O próprio México, que deve custear seus próprios projetos, pretende buscar auxílio com recursos externos.

Por outro lado, o país sede da COP16 é favor de que os Estados Unidos não sigam o mesmo acordo que os outros países. A alegação é de que os estadunidenses não têm condições de efetuar cortes significativos em suas emissões até 2020, apesar de se comprometerem com metas até 2050. Em Copenhague, o presidente mexicano, Felipe Calderón, afirmou que em junho desse ano o país irá reduzir voluntariamente, através de aperfeiçoamento do funcionamento das estatais de eletricidade e petróleo, 50 milhões de toneladas de emissões até o fim do seu mandato em 2012. Para isso, o México terá de sofrer mudanças substanciais na legislação, visto que os setores de petróleo e eletricidade são praticamente fechados ao investimento privado.

Comments

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